Os 11 mais famosos filósofos da história


Da medicina à moral, os filósofos têm mudado a forma como pensamos. Seu contributo para o mundo atual é muito maior do que muitas pessoas imaginam. Confira alguns dos filósofos transformaram o mundo.

1. Platão

Platão
Imagem de: © Marie-Lan Nguyen / Wikimedia Commons / CC-BY 2.5

Platão viveu na Grécia entre os anos de 427 e 347 a.C. Discípulo de Sócrates, outro filósofo famoso, Platão teve grande influência no mundo ocidental. Ele escreveu sobre vários assuntos, como a natureza da realidade e dos valores morais. A expressão “amor platônico” vem da ideia de Platão sobre um amor mais espiritual, menos centrado na sexualidade.

Platão fundou a Academia, uma das primeiras universidades da História! Além de filosofia, seus alunos também estudavam vários outros assuntos, como as ciências e a política. Os escritos de Platão inspiraram Santo Agostinho, um dos pensadores mais importantes do Cristianismo. Por causa disso, as ideias de Platão marcaram muito a Europa na Idade Média.

2. Aristóteles

Aristóteles

Aristóteles foi o aluno mais famoso de Platão na Academia. Ele viveu entre 384 e 322 a.C., nasceu e faleceu na Grécia. Foi professor de Alexandre, o Grande, um dos maiores imperadores da História. Seu legado no pensamento científico foi enorme.

Ao contrário de Platão, Aristóteles estudou principalmente o mundo físico. Ele foi um dos primeiros cientistas, fazendo várias observações sobre biologia e medicina. Também desenvolveu a famosa lógica aristotélica, que ajuda a distinguir entre bons e maus argumentos.

3. Sun Tzu

Sun Tzu
Imagem de: 663highland

O general Sun Tzu era um militar chinês que viveu por volta do século VI a.C (544-496 a.C.). Ele ficou conhecido por causa de seu livro A Arte da Guerra, que explica como vencer na guerra (e na vida). Muito mais que estratégia militar, Sun Tzu criou toda uma filosofia de vida nesse livro.

Ainda hoje o livro de Sun Tzu é estudado por militares no mundo inteiro. A Arte da Guerra também influenciou vários empresários e líderes mundiais. Seu legado tem mudado o rumo de guerras e até de países inteiros!

4. Immanuel Kant

Kant

Kant (1724-1804) foi um grande filósofo alemão do século XVIII que influenciou muito do pensamento ocidental moderno. Ele questionou os limites do conhecimento humano e estudou a forma como a mente funciona. Kant também sugeriu que uma ação não é boa se o motivo não é bom.

As ideias de Kant mudaram a atenção da filosofia ocidental. Desde então, a filosofia tem sido muito mais centrada na experiência humana e como isso afeta nossa percepção da realidade.

5. René Descartes

Descartes

Descartes era um filósofo francês que viveu entre 1596 e 1650. Ele foi mais longe que muitos filósofos e duvidou de tudo, até de sua própria existência! Descartes procurou uma base sólida para tudo em que acreditava. Foi assim que ele chegou à conclusão: “penso, logo existo”.

A filosofia de Descartes de questionar tudo e de procurar certezas mudou a forma como os filósofos encaravam o conhecimento. Em vez de aceitar algumas verdades como inquestionáveis, os filósofos passaram a fazer mais perguntas, até sobre coisas que pareciam óbvias.

6. Confúcio

Confúcio

Confúcio (551-479 a.C) foi um político e filósofo chinês da mesma época que Sun Tzu. Sua filosofia influenciou muito da cultura chinesa e asiática ao longo dos séculos. Suas ideias até se tornaram a base para uma religião – o Confucionismo!

Confúcio se preocupava principalmente com a forma como se deve viver. Ele ensinou muitas lições de moral e acreditava que o melhor tipo de liderança era pelo exemplo. Confúcio foi um dos primeiros defensores do lema “não faça aos outros o que você não quer que façam a si”.

7. Montesquieu

Montesquieu

O barão de Montesquieu foi um advogado francês muito interessado em política, que viveu entre 1689 e 1755. Ele estudou sistemas políticos e procurou entender como se formavam. Ele também se interessou pela forma como uma sociedade se organiza.

O grande contributo de Montesquieu para o mundo foi a ideia da separação entre poderes. Ele acreditava que ninguém deveria ter todo poder em um país, porque isso levava a abusos. Os poderes legislativo, executivo e judicial deveriam todos ser controlados por pessoas diferentes e prestar contas uns aos outros.

8. Sêneca

Seneca

Romano, nascido em 4 a.C. e falecido em 65 d.C., foi o maior representante do Estoicismo ao longo do Império Romano. Nasceu na Espanha, mas ainda jovem foi enviado para Roma para estudar oratória e filosofia.

Foi advogado e conselheiro na política, tendo ideais baseados no amor e na fraternidade entre as pessoas. Criticou a escravidão e orientou o Imperador Nero para uma política humanitária.

O Estoicismo, defendido por Sêneca, baseava-se em abdicar de bens materiais e de buscar uma vida pacífica, baseada no conhecimento, na paz interior e na ação. Buscar ser uma pessoa melhor a cada dia.

9. Hipátia de Alexandria

Hipátia de Alexandria

Nascida em 350–370 d.C e falecida em 415 d.C, Hipatia foi uma matemática e filósofa que marcou a história. Estudou na Academia de Alexandria e, depois de um tempo, chegou a ser professora e diretora da Academia.

Já naquela época, Hipátia questionava os padrões morais que colocavam a mulher dentro das esferas domésticas. Criou um astrolábio e um hidroscópio, tendo sido também uma figura importante na aritmética.

Conforme contam algumas versões da sua história, ela teria sido assassinada por defender o raciocínio lógico, o que fazia muitos a chamarem de anticristã.

10. Nietzsche

Nietzsche

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão (1844-1900) dedicou-se a estudar e questionar, nas suas obras, a cultura judaico-cristã, por entender que a mesma negava a vida e valorizava a morte.

Para Nietzsche, o ser humano deveria superar a si próprio, agindo de acordo com o seu desenvolvimento e sem se submeter a algum "efeito rebanho". Foi professor catedrático de Filologia Clássica na Universidade da Basileia.

Ficou famoso pela escrita de aforismos, estilo de frases curtas, que trazia um pensamento completo, sem precisar de maiores explicações.

Com muitas complicações de saúde ao longo da vida, agravadas no final, faleceu em Weimar, na Alemanha, aos 56 anos.

11. Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir

A filósofa francesa (1908-1986) foi uma das maiores representantes do Existencialismo na França. Escritora e filósofa, foi professora em diferentes escolas francesas, como a Lycée Molière em Paris.

Obteve reconhecimento ao abordar a opressão feminina e o caminho da mulher para a sua liberdade na sociedade. Afirma que o homem é visto na sociedade como universal e a mulher é colocada numa posição secundária, de não-homem.

É de Simone a famosa frase “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. Este pensamento se fundamenta no Existencialismo, que significa que o indivíduo é responsável por dar significado à sua própria vida, apesar dos obstáculos que enfrenta ao longo dela. Defende, portanto, a liberdade individual do ser humano.

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