Quais as maiores empresas do Brasil em 2021?


Elas estão no nosso prato de comida, no nosso banho, na roupa que vestimos, no transporte que usamos para ir ao trabalho... As maiores empresas do Brasil estão presentes no nosso dia a dia, oferecendo serviços essenciais para o nosso bem-estar.

Dentre os critérios usados para determinar o tamanho de uma empresa, escolhemos dois: valor de mercado e lucro líquido. Por isso, elaboramos duas listas com as 20 maiores companhias em cada um desses critérios. Empresas como Vale, Bradesco, Itaú Unibanco e Petrobras aparecem sempre nas primeiras colocações.

As 20 maiores empresas em valor de mercado

O valor de mercado de uma empresa transmite qual o tamanho e o prestígio da empresa num determinado momento. Para saber o valor de mercado de uma empresa, devemos multiplicar o preço da ação pelo número de ações que a companhia emitiu.

Vejamos quais as 20 maiores empresas brasileiras em valor de mercado, segundo dados da B3 (empresa responsável pela bolsa de valores do Brasil) de 13 de abril de 2021:

1. Vale

Atuação: mineração
Valor de mercado: R$ 546,4 bilhões

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo, atuando no mercado siderúrgico, em mineração e investindo em energia. Ela também opera ferrovias e portos. Trata-se da maior produtora do mundo de minério de ferro, níquel e pelotas.

2. Petrobras

Atuação: petróleo e gás
Valor de mercado: R$ 310,5 bilhões

Atuando no ramo do óleo, gás natural e energia, a Petrobras produz hoje 2,77 milhões de barris diariamente de seus 6.587 poços produtores. A empresa possui quase 60 mil empregados e mais de 500 mil acionistas. De acordo com o ranking Global 2000, da Forbes, a Petrobras é a maior empresa do Brasil e a 70ª maior do mundo.

3. Itaú Unibanco

Atuação: banco
Valor de mercado: R$ 253,3 bilhões

O Itaú Unibanco é fruto de uma fusão ocorrida em 2008 entre dois dos maiores bancos nacionais. No 18º Global 2000, ranking divulgado anualmente pela Forbes, o Itaú Unibanco Holding aparece como a segunda maior empresa do hemisfério sul, só atrás da Petrobras.

4. Ambev

Atuação: produção de bebidas
Valor de mercado: R$ 244,1 bilhões

Nascida em 1999, fruto da união entre duas cervejarias bem conhecidas (a Antarctica e a Brahma), a Ambev se transformou numa das maiores indústrias do setor no mundo, estando presente em 19 países. Produz sucos, chás, refrigerantes e cervejas e é dona de marcas como Skol, Corona, Stella Artois, Sukita e Guaraná.

5. Bradesco

Atuação: banco
Valor de mercado: R$ 213,6 bilhões

Fundado na cidade em Marília (SP) em 1943, o Bradesco é hoje o segundo maior banco do Brasil. Segundo ranking da BandZ, o Bradesco é a marca mais valiosa da América Latina, embora tenha perdido 33 posições de 2019 para 2020 na classificação geral do Global 2000, da Forbes.

6. WEG

Atuação: equipamentos eletroeletrônicos
Valor de mercado: R$ 158,5 bilhões

A WEG possui filiais em 36 países e fábricas em 12, contando com 32 mil colaboradores. Anualmente, produz 16 milhões de motores elétricos para uso industrial e doméstico. Sabe o motorzinho que faz funcionar a máquina de lavar da sua casa? Há grandes chances de ter sido produzido pela WEG.

7. Santander Brasil

Atuação: banco
Valor de mercado: R$ 144,7 bilhões

O Santander Brasil, subsidiário do banco espanhol, orgulha-se de ser o terceiro maior banco privado do país por ativos. O banco existe por aqui desde 1982 e hoje está presente em todas as regiões do Brasil.

8. Magazine Luiza

Atuação: rede varejista de móveis e eletrônicos
Valor de mercado: R$ 140,7 bilhões

Os negócios liderados por Luiza Trajano estão de vento em popa! Pelo visto, o fechamento das lojas físicas ocorrido durante a pandemia não afetou tanto a empresa, que conseguiu compensar as perdas através das vendas online.

9. Rede D'Or

Atuação: operação de hospitais
Valor de mercado: R$ 137 bilhões

A Rede D'Or, fundada em 1977, é a maior empresa hospitalar do país, com atuação em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A empresa vem crescendo muito nos últimos meses, com a aquisição de hospitais em diferentes regiões do Brasil. Atualmente o grupo conta com 51 hospitais próprios e mais de 45 clínicas oncológicas.

10. B3

Atuação: bolsa de valores
Valor de mercado: R$ 113,9 bilhões

A B3 é uma empresa de infraestrutura de mercado financeiro, responsável pela bolsa de valores aqui no Brasil. Ela resultou da fusão da BM&FBovespa com a Cetip, tornando-se com isso uma das maiores do ramo em todo o mundo.

11. BTG Pactual

Atuação: banco
Valor de mercado: R$ 99 bilhões

Fundada em 1983, a BTG Pactual internacionalizou-se em 2014, passando a atuar em outros países da América Latina. Hoje, a BTG está em 16 países e conta com mais de 500 funcionários. De acordo com o ranking Global 2000, da Forbes, trata-se da 9ª maior empresa do Brasil.

12. Suzano Papel e Celulose

Atuação: papel e celulose
Valor de mercado: R$ 98 bilhões

A maior empresa brasileira do ramo de papéis e celuloses vangloria-se por atender mais de 2 bilhões de pessoas com seus produtos, sendo a maior produtora de celulose de eucalipto de todo o mundo. É dona de marcas como a Report (de papéis para escrever) e a Mimmo (de papel higiênico).

13. Itaúsa

Atuação: holding
Valor de mercado: R$ 88,3 bilhões

Itaúsa significa Investimentos Itaú S.A. Trata-se de uma holding - ou seja, uma empresa que exerce o controle de outras empresas e centraliza estratégias financeiras. Algumas das empresas controladas pela Itaúsa são: Duratex, Alpargatas, Itautec, Banco Itaú e Itaú BBA.

14. Banco do Brasil

Atuação: banco
Valor de mercado: R$ 84,7 bilhões

Criado em 1808, ano em que o Brasil se transformou em sede do Império Português, o Banco do Brasil é hoje uma instituição financeira de economia mista, sendo o governo brasileiro detentor de metade das ações. O banco possui cerca de cinco mil agências em território nacional.

15. JBS

Atuação: indústria de alimentos
Valor de mercado: R$ 81 bilhões

Multinacional presente em 15 países, a JBS se destaca como uma das maiores do mundo no ramo alimentício. Possui marcas bem famosas do público brasileiro, como a Friboi, Swift, Bordon, Seara, Doriana, Rezende e Massa Leve. No 18º Global 2000, a JBS subiu 364 posições de 2019 para 2020, ocupando hoje o 461º lugar na classificação mundial.

16. Telefônica Brasil

Atuação: telecomunicações
Valor de mercado: R$ 75,7 bilhões

A Telefônica Brasil surgiu em 1998, ano em que a gigante espanhola das telecomunicações adquiriu a antiga Telesp. Hoje a Telefônica, cuja marca comercial é a Vivo, oferece serviços de telefonia fixa, celular, internet e TV por assinatura.

17. Natura

Atuação: cosméticos
Valor de mercado: R$ 70,4 bilhões

Fundada em 1969 com uma fábrica em São Paulo, a Natura é, atualmente, a maior empresa do ramo de cosméticos do Brasil, com lojas espalhadas por todo o país e em algumas importantes cidades do mundo, como Paris e Nova York. Após adquirir a Avon em 2020, tornou-se uma das quatro maiores do mundo no ramo de beleza.

18. Companhia Siderúrgica Nacional

Atuação: siderurgia e metalurgia
Valor de mercado: R$ 60,9 bilhões

CSN é uma multinacional de sucesso nos setores da mineração, siderurgia, cimento e energia. A empresa, que possui mais de 20 mil funcionários e está presente em 18 estados do Brasil, completou 80 anos de existência no dia 9 de abril de 2021.

19. Hapvida

Atuação: atendimento médico e hospitalar
Valor de mercado: R$ 55 bilhões

Fundado em 1979, o Grupo Hapvida atua em todas as regiões do Brasil, emprega mais de 10 mil funcionários e dispõe, atualmente, de quase 7 milhões de clientes. No início de 2021, foi anunciada a fusão da Hapvida com sua concorrente Notre Dame Intermédica. Quando a fusão for concluída, a empresa combinada contará com 70 hospitais, 8,5 milhões de clientes e valor de mercado estimado de mais de 110 bilhões de reais.

20. Eletrobras

Atuação: setor elétrico
Valor de mercado: R$ 54,6 bilhões

A Eletrobras é uma empresa de capital aberto, sendo o governo federal o acionista majoritário. Exerce a liderança nacional em geração e distribuição de energia, o que faz dela a maior empresa do setor em toda a América Latina. Segundo o ranking Global 2000, divulgado pela Forbes, a Eletrobras é a 7ª maior empresa do Brasil.

As 20 maiores empresas em lucro líquido

Uma informação importante para saber como uma empresa está se saindo é o seu lucro líquido: a diferença entre a receita total e a despesa total. Vejamos quais são as empresas brasileiras mais lucrativas. Os dados, divulgados pela plataforma Economatica, referem-se ao acumulado do ano de 2020.

1. Vale

Atuação: mineração
Lucro líquido (2020): R$ 26,7 bilhões

A Vale já começou bem o ano de 2020, com lucro líquido de quase 1 bilhão de reais. Esse resultado representa uma recuperação considerável em relação ao sombrio 1º trimestre de 2019. Mas o grande resultado da companhia veio no 3º trimestre, período em que obteve o melhor resultado dentre todas as empresas da América Latina.

2. Itaú Unibanco

Atuação: banco
Lucro líquido (2020): R$ 18,9 bilhões

O maior banco da América Latina também teve queda nos lucros no início de 2020, faturando "apenas" 3,9 bilhões de reais nos três primeiros meses. A baixa foi de 43,1% em relação ao 1º trimestre de 2019. Apesar de um 4º trimestre relativamente bom (5,4 bilhões), o acumulado de 2020 representou queda nos lucros de 34,6% em relação a 2019.

3. Bradesco

Atuação: banco
Lucro líquido (2020): R$ 16,5 bilhões

No início de 2020, o Bradesco amargou seu pior resultado desde 2017, quando os lucros do banco caíram quase 42% em relação ao mesmo período de 2019. A explicação para isso passa pelo cenário econômico ruim, o fechamento de empresas e as altas taxas de desemprego. Apesar do crescimento no 4º trimestres (5,5 bilhões), o acumulado de 2020 representou um tombo de quase 28% nos lucros em relação a 2019.

4. Banco do Brasil

Atuação: banco
Lucro líquido: R$ 13,9 bilhões

Apesar do crescimento dos lucros no último trimestre de 2020, isso não significa que houve crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. Na verdade, a queda foi de 20,1%. No acumulado do ano, os ganhos financeiros do Banco do Brasil foram 22% menores do que os de 2019. .

5. Santander Brasil

Atuação: banco
Lucro líquido (2020): R$ 13,8 bilhões

Em termos de lucro, o Santander nadou de braçada no início de 2020. A alta foi de 10,5% no 1º trimestre, com ganhos estimados em 3,77 bilhões só nesse período. Apesar disso, no acumulado do ano o banco viu seus lucros retornarem ao patamar de 2018, uma queda de 4,8% em relação ao ano de 2019.

6. Ambev

Atuação: produção de bebidas
Lucro líquido (2020): R$ 11,4 bilhões

Outra gigante deste ranking que teve queda abrupta nos lucros no 1º trimestre de 2020 foi a Ambev. A redução dos lucros da empresa foi de 56% em relação ao mesmo período de 2019. O fechamento de bares e restaurantes e a queda na venda de cervejas durante a pandemia são fatores que explicam esse resultado. Em compensação, o 4º trimestre de 2020 indica forte recuperação: a alta foi de 63,3% em relação ao trimestre anterior.

7. Petrobras

Atuação: petróleo e gás
Lucro líquido (2020): R$ 7,1 bilhões

O 1º trimestre de 2020 não foi nada bom para a Petrobras. Com a queda do preço do petróleo, a gigante estatal teve um prejuízo líquido de 48,5 bilhões de reais. A volta por cima veio no 4º trimestre: lucro de 60 bilhões - o maior já registrado para empresas de capital aberto no Brasil. Apesar desse resultado histórico, o lucro anual representou queda de 82% em relação a 2019.

8. Eletrobras

Atuação: setor elétrico
Lucro líquido (2020): R$ 6,4 bilhões

Outra empresa cujos lucros caíram no 1º trimestre de 2020 foi a Eletrobras. E, neste caso, a queda foi vertiginosa. Em comparação com os três primeiros meses de 2019, o lucro líquido da maior empresa da América Latina em produção e distribuição de energia caiu 77,2%. No acumulado do ano, o resultado é 42,6% inferior ao de 2019.

9. Telefônica Brasil

Atuação: telecomunicações
Lucro líquido (2020): R$ 4,8 bilhões

O final do ano de 2019 foi muito bom para a Telefônica Brasil, que é dona da marca Vivo. Nos últimos três meses desse ano, a empresa teve o maior faturamento dos últimos três anos. Em 2020, o cenário não foi tão favorável. Apesar do bom resultado no 4º trimestre, os ganhos da operadora no acumulado de 2020 foram 4,6% menores do que os de 2019.

10. JBS

Atuação: indústria de alimentos
Lucro líquido (2020): R$ 4,6 bilhões

O 4º trimestre de 2020 foi ótimo para a maior processadora de carnes do Brasil. Os 4 bilhões de lucro representaram alta de 65% em relação ao mesmo período de 2019 e são o maior resultado trimestral já registrado na história da empresa. No acumulado do ano, porém, a queda foi de 24,2% em relação ao ano anterior.

11. Companhia Siderúrgica Nacional

Atuação: siderurgia e metalurgia
Lucro líquido (2020): R$ 4,3 bilhões

A maior siderúrgica do Brasil e uma das maiores do mundo teve em 2020 bastante rentável. Em 2020, o lucro líquido da companhia foi duas vezes maior do que os ganhos obtidos em 2019. Só no 4º trimestre de 2020, a empresa lucrou quase 4 bilhões, mais do que o triplo dos ganhos relativos ao mesmo período de 2019.

12. B3

Atuação: bolsa de valores
Valor de mercado (2020): R$ 4,2 bilhões

A operadora da bolsa brasileira teve um 2020 muito bom. Só em termos de receita, o crescimento em relação ao ano de 2019 foi de 41,83%. O lucro líquido teve alta de quase 60%: em 2019, foi de R$ 2,7 bilhões; em 2020, de R$ 4,2 bilhões.

13. CSN Mineração

Atuação: mineração
Valor de mercado (2020): R$ 4 bilhões

No geral, o ano de 2020 foi muito bom para a CSN, a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil. Só no 4º trimestre de 2020, o lucro líquido da companhia teve alta de 88,5% em relação ao mesmo período de 2019. Em termos de receita, o aumento foi de 53%, motivado pela subida dos preços do minério de ferro.

14. BTG Pactual

Atuação: banco
Valor de mercado (2020): R$ 4 bilhões

No acumulado de 2020, o lucro líquido do BTG Pactual apresentou crescimento de 5,7% em relação ao ano de 2019. Só em termos de receita, o banco brasileiro somou R$ 9,3 bilhões - crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

15. BR Distribuidora

Atuação: distribuição e venda de derivados do petróleo
Lucro líquido (2020): R$ 3,9 bilhões

A gasolina, o etanol, o biodiesel e os lubrificantes chegam ao consumidor através de empresas como a BR Distribuidora, detentora de cerca de 7,7 mil postos de combustíveis em todo o Brasil. Em 2019, a empresa, que é líder em comercialização de combustíveis no país, foi privatizada. Comparando o acumulado dos anos de 2019 e 2020, a alta nos lucros da empresa foi de 76,6%.

16. BB Seguridade

Atuação: venda de seguros
Lucro líquido: R$ 3,9 bilhões

A BB Seguridade é uma companhia de seguros controlada pelo Banco do Brasil. A empresa divide-se em dois segmentos: a BB Seguros (Seguros, Previdência, Capitalização) e a BB Corretora (Corretora Digital). Apesar da holding do Banco do Brasil ter lucrado quase 4 bilhões de reais em 2020, esse número representa queda de 10% em relação aos lucros de 2019.

17. Copel

Atuação: energia elétrica
Lucro líquido (2020): R$ 3,8 bilhões

A Companhia Paranaense de Energia teve um 2020 bastante positivo. Só para se ter uma ideia, no 4º trimestre a empresa obteve ganhos financeiros 65,7% maiores do que os ganhos obtidos no mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o crescimento nos lucros foi de 76,6%.

18. CPFL Energia

Atuação: energia elétrica
Lucro líquido (2020): R$ 3,7 bilhões

A CPFL Energia é uma das maiores empresas do setor elétrico do Brasil. A companhia atua na distribuição de energia elétrica para quase 10 milhões de clientes nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O lucro líquido de 2020 foi 34,9% maior do que o lucro de 2019.

19. Transmissão Paulista

Atuação: energia elétrica
Lucro líquido (2020): R$ 3,4 bilhões

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) é a maior empresa privada brasileira de transmissão de energia. Presente em 17 estados brasileiros, a concessionária é responsável pela transmissão de 94% da energia elétrica consumida no estado de São Paulo. Em relação a 2019, os lucros da empresa crescerem 90%.

20. Marfrig

Atuação: alimentos e bebidas
Lucro líquido (2020): R$ 3,3 bilhões

Atuando em mais de 100 países, a Marfrig é a maior produtora de hambúrgueres do mundo e atualmente conta com mais de 30 mil funcionários. Sua presença cada vez maior na América Norte alavancou os lucros da empresa em 2020. No acumulado do ano, foram 3,3 bilhões de reais - lucro recorde da empresa. Em 2019, o faturamento foi de "apenas" 218 milhões.

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