Conheça 14 dos maiores clássicos da Literatura Brasileira


Ana Laura Cruz
Ana Laura Cruz
Mestre em Gestão e Estudos da Cultura

Não é novidade para ninguém que o Brasil possui riquezas naturais únicas. Mas no fundo o melhor do Brasil é mesmo o brasileiro! Povo este do qual surgiram grandes nomes da Literatura nacional. Autores que publicaram obras inspiradíssimas nas riquezas naturais do país e no próprio povo brasileiro.

Pensando nisso, organizamos uma lista com 14 dos maiores clássicos da Literatura Brasileira:

Macunaíma (1928), Mário de Andrade

macunaima

A busca de Mário de Andrade pela “verdadeira identidade nacional” resultou na sua obra-prima Macunaíma. O livro tornou-se um dos grandes marcos do movimento modernista no país. Nele, Mário de Andrade exalta as características malandras do protagonista, que nascido na selva chega à cidade cheio de heranças indígenas.

Grande Sertão: Veredas (1956), João Guimarães Rosa

grande sertão

Uma grande odisseia sertaneja. Grande Sertão: Veredas traz a cultura nordestina e as angústias do jagunço Riobaldo para as páginas. Em conflito consigo mesmo, Riobaldo tenta convencer o leitor e a ele próprio de que é inocente dos seus atos como jagunço, do amor que sente por Diadorim e do pacto que fez com o diabo.

Quarup (1967), Antônio Callado

quarup

Quarup é o ritual de homenagem aos mortos realizado por povos indígenas da região do xingu. O título escolhido por Antônio Callado para o seu romance tem a ver com o momento de mudança enfrentado por seu protagonista. O jovem padre Nando tenta pôr em prática a reconstrução de uma civilização jesuíta na região do Xingu durante o período que vai da queda de Getúlio Vargas até o Golpe Militar de 1964.

O Sítio do Pica-pau Amarelo (1920-1947), Monteiro Lobato

sitio do picapau

O principal clássico da literatura infantil brasileira. O Sítio do Pica-pau Amarelo é uma série de 23 livros sobre as aventuras dos netos da Dona Benta, Pedrinho e Narizinho. Passam por mil e uma aventuras na companhia de seus inseparáveis bonecos Emília, a boneca de pano falante e Visconde de Sabugosa, um sábio boneco de sabugo de milho.  Aventuras que pontualmente acabam a tempo de comer os quitutes preparados pela Tia Nastácia.

Conheça os 15 livros mais vendidos de todos os tempos!

Mar Absoluto (1945), Cecília Meireles

mar absoluto

Mar Absoluta traz um conjunto de poemas de Cecília Meireles nos quais ela explora muito das suas origens familiares portuguesas, trazendo o mar como símbolo da época dos descobrimentos. Aborda ainda a plenitude do mar por uma ótica de perigo, de confronto. O título traz ainda a ideia de mar infinito, sem limites nem barreiras.

Dom Casmurro (1899), Machado de Assis

dom casmurro

Considerado pela crítica especializada como o terceiro romance da Trilogia Realista de Machado de Assis. Dom Casmurro é um relato em primeira pessoa de Bento Santiago sobre a sua própria vida. O leitor acompanha a sua infância, a vida no seminário, o romance com Capitu e as desconfianças e ciúmes que sente da mulher que ama desde criança.

O Cortiço (1890), Aluísio Azevedo

cortico

Como o próprio nome indica, o romance naturalista de Aluísio Azevedo se passa em um cortiço carioca. Apesar de ter um protagonista, João Romão, o livro intercala a sua história com vários episódios da vida dos moradores do cortiço. Este formato faz com que muitos digam que afinal a personagem principal do romance é a massa de gente, a coletividade que vive naquele ambiente.

Nova Antologia Poética (1966), Mário Quintana

nova antologia poetica

Conhecido como "o poeta das coisas simples", Mário Quintana sempre se utilizou da ironia como recurso criativo em suas obras. Isto não é diferente em Nova Antologia Poética onde foi publicada uma seleção minuciosa de poesias do autor.

Gabriela, Cravo e Canela (1958), Jorge Amado

gabriela

Este livro marca uma grande mudança dos assuntos abordados por Jorge Amado. Passa a descrever crônicas de costumes, após ter abordado diversos temas sociais. Em uma rica Ilhéus dos anos 20, Gabriela vive as mudanças de uma sociedade patriarcal em uma nova e dinâmica sociedade tocada por recentes ideias culturais, políticas e econômicas.

Descubra quais são os 14 melhores livros de romance para você se derreter

Vestido de Noiva (1943), Nelson Rodrigues

vestido de noiva

Um grande marco da dramaturgia brasileira, Vestido de Noiva apresenta os devaneios e memórias de Alaíde, uma mulher que acaba de ser atropelada. A trama possui um forte teor psicológico e tem as ações apresentadas em 3 planos distintos: realidade, memória e alucinação.

Vidas Secas (1938), Graciliano Ramos

vidas secas

Este romance realista tem como pano de fundo a situação dos retirantes, forçados a abandonar as suas casas no desolado sertão nordestino e buscar uma nova vida nas cidades. Apesar de Graciliano Ramos não focar tanto nos efeitos da seca na vida de suas personagens, ela é o ponto propulsor da narrativa.

A Paixão Segundo G.H. (1964), Clarice Lispector

a paixao segundo gh

Clarice Lispector sempre esteve focada na busca pelo “eu” em suas obras. Em A Paixão Segundo G.H. ela encontra talvez a melhor  fórmula para tratar do assunto. O livro começa e termina em reticências, sendo que os capítulos sempre começam com a mesma frase que o capítulo anterior terminou. Esta estrutura estabelece uma ideia de continuidade muito elogiada em seu trabalho.

A Moreninha (1844), Joaquim Manoel de Macedo

morenhinha

A primeira obra de ficção do período romântico brasileiro. Foi também o primeiro romance a trazer os hábitos da burguesia carioca da época para as páginas. Em uma viagem, 4 estudantes de medicina fazem uma aposta de que se um deles se apaixonasse durante o veraneio, teria que escrever um livro a respeito. Um deles se apaixona pela Moreninha, mas já está comprometido.

Iracema (1865), José de Alencar

iracema

O segundo livro da trilogia indianista de José de Alencar é um romance clássico que retrata a história de amor entre a índia Iracema e o colonizador Martim. O livro simboliza a criação da terra do autor, o Ceará. Moacir, o filho do casal, seria o primeiro cearense e um fruto da miscigenação vivida no país desde aquele período. O livro representa ainda a dominação sofrida pela América diante da colonização europeia.

Veja também os 7 melhores livros para ler em uma sentada

Ana Laura Cruz
Ana Laura Cruz
Mestre em Gestão e Estudos da Cultura, especializada em Comunicação Audiovisual desde 2009. Produz textos e eventos culturais. Viaja no mundo e na maionese, sempre que possível de carona.